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sábado, 7 de março de 2020

BOCA JUNIORS É O CAMPEÃO ARGENTINO DE 2020

Que decisão! Que cenário! River Plate e Boca Juniors chegaram a última rodada brigando pelo título argentino. O River dependia apenas de si, mas teve que encarar uma parada dura fora de casa contra o Atlético Tucumán. O Boca Juniors, com a Bombonera pulsando, recebeu o Gimnasia La Plata de Diego Maradona. Vitória xeneize e empate no Norte. Caneco para o time de Miguel Ángel Russo e Marcelo Gallardo segue sem ser campeão argentino como treinador.

O Tucumán saiu na frente do River com um gol marcado pelo atacante Toledo, de cabeça, nas costas da zaga. Não demorou e Matías Suárez deixou tudo igual escorando cruzamento da esquerda. No outro jgo, fim de primeiro tempo zerado e com poucos lances de perigo.

Na etapa final, embalado pelos "hinchas", o Boca foi para cima e, aos 27 minutos, Carlitos Tevez acertou um chute forte de fora da área e contou com a contribuição do goleiro Broun que aceitou.

Precisando vencer, o River que jogava mal, foi em busca do segundo gol. "Nacho" Scocco perdeu boa chance de cara com Luchetti. No fim, a cabeçada do zagueiro Rojas saiu passando muito perto.

Antes do jogo, Tevez foi em direção a Maradona e os dois deram um selinho (lembrando Diego e Cannigia nos anos 90). Festa na Bombonera. Mais uma vez, o River sucumbe no final. Este é o 34º título argentino da história do clube mais popular do futebol argentino 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

VEM AÍ A FINAL DA PÁTRIA, A FINAL DO MUNDO

Estamos a um dia da maior decisão, entre clubes, da história do futebol mundial. Não tenho medo de cravar que a final da Taça Libertadores da América entre os vizinhos de bairro Boca Juniors e River Plate supera qualquer outra partida decisiva.

O jogo de ida vai acontecer no mítico palco da Bombonera sem a presença da torcida visitante. A volta, no dia 24 no tradicional Monumental de Nuñez que contará apenas com "hinchas" millonarios. 

Torci muito por essa final. Sou fã declarado do futebol argentino, mas Boca e River decidindo uma Libertadores atrai a atenção até mesmo de Chefes de Estados, seria capaz de parar uma guerra (como fez Pelé no passado) e fazer nomes como Astor Piazzolla, Carlos Gardel e o casal Perón levantar-se das tumbas ou seja é uma PARTIDA DE FUTEBOL. E teremos duas. Gianni Infantino, presidente da Fifa, é esperado em Buenos Aires. Quem gosta de futebol tem que estar ansioso por esse jogo. 

Não sei se são as duas melhores equipes do continente. Talvez não sejam, mas a rivalidade que cerca este clássico, certamente, é a maior do mundo. Boca e River contam com mais de 70% dos torcedores da população de uma nação. Qual outro jogo seria capaz de fazer algo parecido? E engana-se quem pensa que só a Argentina ficará vidrada na telinha. O jogo é isso mesmo que está sendo vendido. A final do mundo.

É muito difícil apontar favorito. Acho o time do River tecnicamente superior, mas a camisa do Boca "cheira" a títulos e a possibilidade de igualar ao Independiente e conquistar a América pela sétima vez, pesa muito. Mas se for para escolher (não torcer), vejo o River Plate com mais chances. A equipe busca o quarto título de Libertadores. Mas seja quem for o campeão, já me dará alegrias. Simplesmente pelo fato de ter a oportunidade de acompanhar uma final de Taça Libertadores entre essas duas equipes gigantes. Será a primeira vez que dois times argentinos decidem a competição. 

Não por acaso, o presidente da Argentina, Maurício Macri disse que não desejava uma final entre os dois maiores rivais. O campeão fará uma festa sem fim pelas ruas da cidade, no Obelisco. Mas imagina a situação do derrotado? Com certeza será uma dor irremediável aos torcedores da equipe que perder. Não haverá possibilidade de revanche.

Entre os elencos, vejo o River com goleiro muito melhor. Armani é excelente, enquanto Rossi não passa confiança aos torcedores. A zaga do River é mais forte fisicamente, mas acho a do Boca mais técnica. No meio, Barrios e Nandez formam uma ótima dupla de volantes, Pablo Pérez é dúvida por lesão. O River tem o promissor e muito bom Palacios e Pity Martínez que pode ser decisivo e costuma fazer gols no maior rival. O capitão Ponzio, está vetado pelo departamento médico. No ataque, eu não deixaria Scocco de fora e nem Benedetto que decidiu a semifinal contra o Palmeiras. Pavón precisa jogar mais e Tévez está no banco de reservas com muita justiça. É quase um ex-jogador e não duvido que se aposente caso conquiste mais uma Libertadores na carreira. Entre os comandantes, Marcelo Gallardo é muito melhor treinador que Guillermo Barros Schelotto.

O maior torcedor da história do Boca Juniors, Diego Armando Maradona deve estar uma pilha. Mas quem não está? Até Papa Francisco que é San Lorenzo deve tirar um tempinho para saborear este jogão. Impossível não pensar nesta partida.

Esta será a última edição de Libertadores em que teremos duas partidas decidindo a competição. Quis o destino que fechasse em grande estilo. Não poderia ser melhor. Que comecem os jogos! Com muita emoção e paz entre torcedores e artistas do espetáculo. 

domingo, 28 de janeiro de 2018

NO RETORNO DE TÉVEZ À BOMBONERA, BOCA VENCE E AMPLIA VANTAGEM

Na volta do futebol argentino, o Boca segue imbatível. No retorno de Carlitos Tévez a Bombonera, a equipe bateu o Colón por 2 a 0 em jogo válido pela 13ª rodada e, com a derrota do San Lorenzo para o surpreendente Talleres, os "Xeneizes" abriram seis pontos na liderança da competição (33 a 27).

Logo com três minutos, o time da casa abriu o marcador com o promissor Pavón. O bem armado time do Colón deu trabalho e só não empatou por causa da atuação segura do goleiro Rossi.

No segundo tempo, o Boca ampliou em jogada iniciada por Tévez que deu o passe para o uruguaio Nández (melhor em campo) encobrir o goleiro Domínguez. 

O Colón ainda ficou com a menos em campo na segunda etapa depois da expulsão de Toledo. O Boca administrou a vantagem e venceu a 11ª em 13 partidas. Tévez atuou os 90 minutos e teve boa atuação no retorno à Bombonera. Está difícil de acompanhar o Boca Juniors!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

FIFA LIBERA E JOGO DA VIDA DA ARGENTINA SERÁ NA BOMBONERA

Jorge Sampaoli e os jogadores da Argentina pediram e a Associação de Futebol Argentino (AFA) conseguiu junto à Fifa, a liberação para que a última partida da Seleção nas Eliminatórias, contra o Peru, no próximo dia 5, seja disputada na Bombonera.

Os peruanos reclamaram, pois o estádio não estava selecionado como um dos palcos da Seleção, mas a Fifa agiu em favor do "clamor" argentino.

Segundo Sampaoli e os jogadores, a Bombonera será uma pressão a mais na luta por uma das vagas para a próxima Copa do Mundo. Atualmente, a Argentina está em quinto lugar na tabela e o Peru está em quarto (ambos com 24 pontos). Os quatro primeiros garantem vaga no Mundial e o quinto terá que passar pela repescagem contra a Nova Zelândia.

Mas a Bombonera já teve efeito devastador para a Argentina e, justamente contra o Peru. Em 1969, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 70, no México, o empate em 2 a 2 deixou os argentinos fora do Mundial. Esta foi a única Copa que a Argentina não disputou.

A última vez que a Argentina mandou um jogo de Eliminatórias na Bombonera foi em novembro de 1997 no empate contra a Colômbia. Um empate seria terrível para as pretensões argentinas. O jogo será no próximo dia 5. No dia 10, os comandados de Sampaoli ainda jogam contra o Equador em Quito.